Feridas não sangram...

Feridas não sangram...

Feb 03, 2026

Sangram as Verdades negligenciadas:

As confessas e as descobertas - postas a nú ou apanhadas de surpresa,

As negadas por demasiado tempo - que dõem pelo atraso e não pela verdade em si,

Aquelas sobre TI - as que fingiste, anuíste, consentiste, racionalizaste ou traíste ao expressares quem realmente és.

Por vezes é necessário "partir" o Coração de propósito para CORTAR de vez com as mentiras.

Quebrá-lo para que deixe de mentir.

Aplicar o Bisturi com a devida Precisão e provocar a Bancarrota Emocional,

Com uma Incisão, a pés juntos, sem anestesia.

Para,

Que,

Quem já se habituou à dor e deixou de a sentir,

Se relembre,

Do quão DÓI a lucidez,

Mais Do que,

a DOR em 'Si'.

Voluntariamente descartada,

Em momentos oportunos,

Convenientemente,

para debaixo do tapete.

Neste ponto não existem.

Dramas,

não se chora,

Não se dramatiza,

Não se implora,

Não se rasteja.

É aqui;

O começo do fim dos castigos.

O momento de puxar,

Com a gana toda,

a alavanca da AUDÁCIA.

Deixar de vez o "vou aguentar mais um bocadinho"

Pois sabe-se lá quanto vale um bocadinho desse 'aguentar' quando não se sabe quantos mais bocadinhos me restam?

Para começar,

Realmente e,

finalmente,

A VIVER!

Eu sobrevivo à Verdade.

O que não sobrevive é a Mentira.

O que já entendi, não peço mais explicações.

O que foi rasgado, não volto a costurar.

O que me feriu com intenção e clareza, deixo de romantizar.

Feridas?

Não tenho nenhumas.

Verdades?

Um coração cheio delas.

Sozinha,

Prefiro-o a sangrar na solidão,

E Quebrá-lo de propósito,

As vezes que forem necessárias,

Para que não continue a MENTIR.

image

Enjoy this post?

Buy Dálida Noir a support writings

More from Dálida Noir

PrivacyTermsReport