Sangram as Verdades negligenciadas:
As confessas e as descobertas - postas a nú ou apanhadas de surpresa,
As negadas por demasiado tempo - que dõem pelo atraso e não pela verdade em si,
Aquelas sobre TI - as que fingiste, anuíste, consentiste, racionalizaste ou traíste ao expressares quem realmente és.
Por vezes é necessário "partir" o Coração de propósito para CORTAR de vez com as mentiras.
Quebrá-lo para que deixe de mentir.
Aplicar o Bisturi com a devida Precisão e provocar a Bancarrota Emocional,
Com uma Incisão, a pés juntos, sem anestesia.
Para,
Que,
Quem já se habituou à dor e deixou de a sentir,
Se relembre,
Do quão DÓI a lucidez,
Mais Do que,
a DOR em 'Si'.
Voluntariamente descartada,
Em momentos oportunos,
Convenientemente,
para debaixo do tapete.
Neste ponto não existem.
Dramas,
não se chora,
Não se dramatiza,
Não se implora,
Não se rasteja.
É aqui;
O começo do fim dos castigos.
O momento de puxar,
Com a gana toda,
a alavanca da AUDÁCIA.
Deixar de vez o "vou aguentar mais um bocadinho"
Pois sabe-se lá quanto vale um bocadinho desse 'aguentar' quando não se sabe quantos mais bocadinhos me restam?
Para começar,
Realmente e,
finalmente,
A VIVER!
Eu sobrevivo à Verdade.
O que não sobrevive é a Mentira.
O que já entendi, não peço mais explicações.
O que foi rasgado, não volto a costurar.
O que me feriu com intenção e clareza, deixo de romantizar.
Feridas?
Não tenho nenhumas.
Verdades?
Um coração cheio delas.
Sozinha,
Prefiro-o a sangrar na solidão,
E Quebrá-lo de propósito,
As vezes que forem necessárias,
Para que não continue a MENTIR.

