Hospital Doors

Oct 20, 2025

Bem haja!

É estranho como nos conseguimos sentir estrangeiros em tantos lugares diferentes: no nosso quarto, no nosso estúdio, no nosso caderno, no nosso Buy Me A Coffe.

Às vezes damos por nós a recolectar lenha de manhã e não nos recordamos se tivemos a fazê-lo hoje, ontem ou amanhã.

O passado é algo complicado e por isso é que algumas línguas como o Estónio preferem apenas falar no presente e no passado, não tendo conjugações próprias para assinalar o futuro, como é o caso na língua portuguesa como todos iremos vir a perceber no futuro.

Estar sempre em altas pode ser mau, pode ser bom, pode ser fixe até certo ponto em que tens de estar a dar assistência real a alguém que teve de sair da bolha onde escolheu estar e viver, por causa de uns cães e de uns cavalos...

Assim estou, à espera, à porta do hospital, sítio que adoro, como todo o ser humano minimamente sensível, mas não faz mal.

Posso sempre voltar a acender um... ai porra? Voltei a fumar e nem me apercebi... mas foi quando? Ontem, Hoje ou Amanhã?

O Presente para mim acho que é mesmo o mais complicado. Só queria estar sossegado por um dia e este gajo não para de me chatear. Ao menos tenho 33 jungle hits that cut deep e uma coluna Sony portátil para fugir à Babylon...

Lá dentro, deve estar insuportável, principalmente se me conseguirem ouvir a digitar, mas acho que o som do Bass abafa tudo. Nem consigo pensar. Era esse o objetivo e estou satisfeito :)

Vous aimez cette publication ?

Achetez un livre à Vau dos Corvos

Plus de Vau dos Corvos