Episódio 275: Cuidados com a Pele

Episódio 275: Cuidados com a Pele

Aug 28, 2026

Aqui está a transcrição do episódio 275 sobre cuidados com a pele. Ela ainda não foi editada e tem uma precisão de 95%. Se você notar algum erro ou inconsistência, por favor, deixe nos comentários para que eu possa corrigir aos poucos. Lembre-se de que eu trabalho sozinho, então nem sempre consigo fazer tudo de imediato. Conto com a sua ajuda para colaborar comigo. Até mais e bons estudos!

Aqui começa a transcrição:

Bom, no nosso episódio de hoje, o narrador começa mostrando para a gente um produto que ele comprou, e foi um produto caro porque custou 300 contos. Foi um produto muito caro, especialmente para o tamanho do produto que ele comprou, porque foi um produto mixuruca, ou melhor, Foi um pote de creme Mixuruca, um potinho. E aqui nós já temos dois termos bons para começar, né? Primeiro, nós temos contos. E contos é a forma informal de falar de dinheiro aqui no Brasil.

Então, 300 contos são R$300, mil contos são R$1.000. Mas é muito mais comum usar o plural na palavra contos. A gente diz conto, independente da quantidade. Então, 300 conto, 500 conto. Todo mês eu gasto mil conto só com pizza, o que não é verdade, claro.

Eu gasto no máximo uns 30 conto todos os meses com pizzas ou alguma ida a num restaurante com os amigos.

E ele gastou 300 contos em um potinho mixuruca de creme facial, porque para o narrador é muito importante ter esse produto. Mas quando nós dizemos que algo é mixuruca, é algo que é pouco, é pequeno, que é muito simples, que é menos do que o que se espera. Então, falando ainda de restaurantes e usando a palavra anterior, tem alguns restaurantes muito chiques que nós podemos visitar e nós pagamos um monte de dinheiro, né? Pagamos lá uns 200, 300 contos e vem um pouquinho assim de comida, né? Só uma coisinha mexeruca de comida, porque é chique comer pouco.

Então é só um pratinho mexeruca. Mixuruca pode ser qualquer coisa que é pequena ou que é inferior ao que se esperava anteriormente. Então imagine só, você chega numa casa e tem uma placa dizendo cuidado com cachorro. Aí quando você entra na casa tem um cachorrinho pequenininho, um cachorrinho mixuruca, uma coisinha miudinha, né? Então você diz, ah, é isso?

Isso que é o cachorrão? Ai, ai, ai, um cachorrinho mixuruca desse? Quem é que tem medo? Mas o narrador, apesar de achar que o potinho é muito mixuruca, acha que também é essencial para ele, porque é um produto para o rosto, né, um produto para pele. E para o narrador, a nossa pele, ou melhor, o nosso rosto, é a vitrine da gente, né, com que nós vendemos a nossa imagem.

E por que que o narrador pensa assim? Porque ele trabalha com clientes empresariais. Ele é um representante comercial. E geralmente um representante comercial trabalha para uma empresa ou um grupo de empresas vendendo produtos para outro grupo de empresas. Eles podem vender produtos para supermercado ou podem vender produtos para indústria.

É muito variado. E realmente, a imagem pessoal para um representante comercial é muito importante. E o narrador aqui diz que não é só importante, ele tem que estar com uma aparência impecável, porque não adianta de nada ter roupas bonitas se os cuidados com a pele não estiverem em dia. E aqui nós temos duas boas expressões: A primeira delas é o adjetivo "impecável". E atenção para o plural, hein?

O plural é "impecáveis".

Então, quando nós dizemos que estamos com a aparência impecável, isso significa que nós estamos muito bem cuidados, muito bem apresentados, nós estamos em excelentes condições. Então, se eu estou com uma roupa impecável, é uma roupa novinha, muito bonita e muito adequada para mim. Eu também posso dizer, depois de fazer a limpeza da casa: "A casa ficou impecável, está limpinha, não tem nenhum problema, olha que coisa linda!" Impecável também pode ser o português que você fala. Eu sei que você está estudando português e provavelmente você se esforça muito, então eu tenho certeza de que o seu português está impecável. A outra expressão que o narrador utilizou foi que não adianta de nada ter roupas bonitas se os cuidados com a pele não estiverem em dia.

E quando a gente diz que não adianta de nada, né, alguma coisa não adianta de nada, Significa que não produz o resultado desejado, não é útil, não tem utilidade essa coisa, no caso. Então, por exemplo, você quer ficar em forma, né? Mas não adianta de nada querer ficar em forma e não fazer exercícios e mudar a alimentação. Então, não adianta de nada querer mudar, é querer ficar em forma, se não fizer exercícios e não mudar a alimentação. E claro, consultar o médico, porque todo corpo é diferente.

Alguns precisam de uma coisa, outros precisam de outra. Então não adianta de nada fazer exercícios sem saber do que o seu corpo precisa. Olha só, cada vez estamos complicando mais, né?

E Pro narrador, então, não adianta ter roupas bonitas. Ter roupas bonitas é inútil se os cuidados com a pele não estiverem em dia. Quando nós dizemos que algo está em dia, isso significa que essa coisa está atualizada, ela está regularizada, ela está em boas condições. Aí temos vários usos. Primeiro de tudo, podemos falar sobre contas, né?

Nós temos contas todos os meses e nós precisamos pagar essas contas todos os meses. Pelo menos todo mundo que eu conheço paga contas, né? Uma certeza. Se as suas contas não estiverem em dia, significa que você tem problemas financeiros ou que tem um problema de memória. Talvez seja como eu, E às vezes fique: "Nossa, será que eu paguei essa conta?

Eu tenho dinheiro, mas será que eu paguei?" Aí você descobre que a conta não está em dia. Outra coisa que normalmente a gente tem que deixar em dia é talvez o nosso relacionamento com alguém. Pode ser um relacionamento de amizade ou um relacionamento romântico. Eu falo muito isso com os meus amigos e as minhas amigas, né? Nós ficamos muito tempo longe uns dos outros porque trabalhamos, moramos em lugares diferentes, então nós não estamos em dia com a nossa amizade.

Aí nós nos encontramos e colocamos a conversa em dia, ou seja, nós nos atualizamos, contamos o que aconteceu e ficamos em boas condições de amizade. É uma expressão muito comum. Experimente usar, porque todo mundo usa o tempo todo. E o narrador então começa a explicar um pouco como foi que ele começou a se preocupar com os cuidados com a pele dele. Mas antes ele fala como ele se comportava com a própria pele.

Ele dizia aqui que a pele dele é oleosa e ela tende a criar espinhas e cravos. Na adolescência dele, ele espremia sem piedade essas espinhas e esses cravos e ficava tuc tuc tuc cutucando o tempo todo. Mas hoje ele se arrepende disso porque ficaram algumas cicatrizes dessas espinhas e desses cravos. E aqui temos excelentes termos para falar sobre situação de pele. Primeiro, nós temos o tipo de pele.

E normalmente a gente fala que as pessoas têm pele oleosa, ou seja, muito óleo, muito sebo. Anote essa palavra: sebo, que se escreve S-E-B-O, sebo. E esse sebo é aquele óleo que fica na pele, que dá uma aparência brilhante para o rosto. Também temos pele seca. E algumas pessoas têm pele mista.

Regiões da pele são oleosas e regiões da pele são mistas. A minha pele, por exemplo, é muito oleosa. O meu nariz, nossa, parece que brilha no escuro porque é tão oleoso. Dá para fritar um ovo, né? Puxa o óleo assim, joga.

Então é um negócio complicado. E aí o narrador fala que a pele dele oleosa tende a criar espinhas e cravos. E temos aqui uma pequena diferença. A espinha é uma pequena inflamação. Geralmente os nossos poros, né, eles ficam obstruídos, eles ficam bloqueados, e se acumula aquele sebo dentro do poro e cresce, cresce, cresce, inflama, inflama, e fica uma coisa horrível para muitas pessoas.

Pelo menos elas acham que é horrível. A espinha pode doer. E se você tocar a espinha, você cutucar, ela pode estourar e sair um líquido verde. Esse líquido verde ou amarelado, mais ou menos, nós chamamos de pus. Então pode sair pus da espinha.

Ugh, é horrível! Já o cravo é um pequeno ponto preto que fica nos poros também. Normalmente ele é preto, mas ele pode ser um pouco esbranquiçado também. E normalmente o cravo as pessoas espremem, que é a próxima palavra, né? Elas pressionam com os dedos para apertar e retirar essa coisa.

Mas antes vamos pegar aqui a palavra espremer, porque espremer é apertar com as mãos para retirar o que tem dentro dela. Sabe a laranja? Quando você quer fazer um suco de laranja, você corta a laranja no meio e espreme o suco de laranja, né? Ou melhor, espreme a laranja para extrair o suco. A gente também pode espremer limão e temos até máquinas específicas chamadas de espremedores, né, para espremer essas frutas.

No caso do cravo, é porque o cravo fica dentro do poro, né, na pele. Então você espreme com— pega um dedo aqui, outro dedo aqui, e aperta, né, você espreme e sai aquele cravo. Não é recomendado fazer isso, porque como aconteceu com o narrador, né, ele espremia sem piedade. E quando você faz alguma coisa sem piedade, aqui é uma expressão mais informal, significa sem delicadeza, sem se preocupar com dor, com o que vai acontecer. É uma maneira agressiva de fazer alguma coisa.

Nós podemos falar, por exemplo, que esprememos a espinha sem piedade. Você: ai, ai, ai, ai, ai, e continua espremendo, e ai, ai, ai, ai, ai, e continua espremendo. Tchau, sem piedade. Mas também podemos falar na seguinte situação: estávamos na reunião quando a Rita fez uma proposta muito idiota. Todo mundo criticou a ideia dela sem piedade, ou seja, todo mundo usou as palavras mais agressivas para falar da ideia dela, né?

Eles criticaram a ideia dela sem piedade.

Então, o narrador espremia sem piedade e ficava tuc tuc tuc cutucando. E cutucar significa tocar, geralmente de uma maneira rápida, com o dedo, né, com a ponta do dedo você põe, cutuca. Geralmente a gente cutuca alguém para chamar a atenção ou para pedir, a gente diz "com licença" e faz uma pergunta, né? Eu faço isso às vezes. Uma pessoa estranha está na rua e eu quero avisar a ela alguma coisa, ou eu quero perguntar, aí eu cutuco o ombro dela assim e digo: "Ei, você pode me dar uma informação?" Algumas pessoas não gostam de ser cutucadas, e a gente entende isso.

Então não é bom sair cutucando as pessoas. Assim como também não é bom cutucar as espinhas e os cravos. E a cicatriz, que é outra expressão que o narrador usou, é a marca que permanece na pele depois que um ferimento, uma queimadura, uma ferida ou um corte se cura.

E eu posso mesmo dar um exemplo pessoal. Quando eu era criança, eu tive um problema no meu joelho. Era uma coisa que apareceu e tirou, precisou retirar isso da minha pele, né? Era uma verruga, na verdade. Quando eu fui no médico, né, com os meus pais, o médico disse que precisava de uma pequena cirurgia para extrair aquela verruga da minha perna, né, do meu joelho.

Ele fez a cirurgia, colocou os curativos em cima da cirurgia, né, os band-aids, E depois de um tempo nós retiramos os curativos e ficou uma cicatriz. E eu tenho essa cicatriz até hoje no meu joelho esquerdo. Então, quando era criança eu fiz uma cirurgia e eu tenho essa cicatriz. A cicatriz também pode ser por um corte, né? Uma pessoa sofreu um acidente, se cortou e ficou aquela marca depois que ela melhorou.

Cicatriz também pode ser usado, esse termo pode ser usado de uma maneira abstrata, né? Um trauma deixa cicatrizes, né? Se a gente passa por uma situação muito triste ou muito agravante, aí você fica com aquele trauma. A gente diz que esse trauma é uma cicatriz de determinada situação. Como ficam as cicatrizes do amor, né?

Quando nós nos apaixonamos e de repente, ai, meu coração ficou partido, porque essa pessoa não gosta de mim. Então o amor deixa cicatrizes também. Tô muito poético hoje, mas vamos lá. Porque o narrador então falou como era o comportamento dele com a pele, e ele tentou resolver esse problema. Inicialmente ele se valia de cosméticos mais baratinhos, que muitas pessoas fazem isso, né?

Elas compram os cosméticos mais baratos. Ele tinha gel de limpeza, hidratante com proteção solar, esfoliante, era o basicão. E aqui nós temos alguns bons termos. Primeiro, o hidratante é como nós chamamos os cremes que a gente usa para hidratar a pele, né, deixar a pele com um toque macio, um toque agradável. Então ele aumenta a hidratação e diminui a sensação de ressecamento, que é quando a gente tem aquela sensação de uma coisa seca, né?

Se quiser uma palavra boa, anote também: áspera, né? Quando a gente tem a pele áspera, você hidrata com o hidratante e fica com a pele macia como um travesseiro.

O esfoliante é outro tipo de produto. Ele é usado para remover as células mortas da pele. Ele tem umas pequenas partículas, ou às vezes ele tem algum ácido especial para remover essas células mortas do corpo, né, da pele.

Geralmente os esfoliantes têm umas partículas que parecem areia. Então, se você já usou esfoliante, provavelmente sabe do que eu tô falando. Se não usou, a minha pergunta é: por que não, hein? E eu conheço muito disso porque eu já falei algumas vezes, eu trabalhava vendendo cosméticos, né? Então precisava aprender tudo isso para ensinar para os clientes na época.

E como o narrador disse, era o basicão. E o basicão é uma maneira informal de falar do básico, do essencial. A gente geralmente usa esse termo para falar que uma coisa é só o essencial, não tem sofisticação. Então, um exemplo que eu posso te dar é: quando eu fui morar sozinho, não sabia fazer comidas assim muito bonitas, bolo, essas coisas, não. Eu só sabia cozinhar o basicão: arroz, feijão e ovo.

Só isso. Depois eu aprendi o resto. E às vezes eu falo isso para os meus amigos, né? Eles vêm me visitar aqui em casa e aí eu digo: nossa, mas eu não preparei nada, gente, eu não tenho comida para receber vocês. Eu vou fazer só o basicão, é um café e pão, é o que vocês quiserem, mas tem que querer café e pão, é só o basicão.

E o narrador até teve sucesso inicialmente com esse tratamento. Como ele disse, né, o tratamento ia de vento em popa, mas ele teve consequências. Uma dessas consequências foi uma crise de urticária, e depois teve muita secura na pele e muita descamação. E aqui são três palavras para problemas que nós podemos ter na pele: A primeira palavra que nós temos é a urticária. E a urticária é uma reação na pele que a gente tem, né?

E nessa reação a gente tem áreas que ficam mais elevadas, ficam avermelhadas, elas ficam vermelhas e geralmente elas coçam, coçam, coçam muito. Você tem que coçar a pele porque tem essa reação. As pessoas podem ter urticária como uma reação alérgica, pode tomar um medicamento ou passar um medicamento na pele e ter urticária, e outros fatores também. A minha mãe, por exemplo, ela tem alergia a muitos componentes de perfumes. Então, se ela passar um perfume, a pele dela fica vermelha, ela incha, ela fica inchada e ela tem que coçar muito.

Não é agradável. No meu caso, a minha pele é muito sensível, a pele do meu rosto. Então eu tenho de comprar um protetor solar que é específico para peles sensíveis. Se eu comprar um protetor solar comum, a minha pele fica toda vermelha e começa a coçar. Mas não é só isso.

Realmente a minha pele é muito parecida com a do Narrador. Ela também fica muito seca, ou seja, ela tem uma secura muito grande. E a secura é uma palavra mais informal para falar do ressecamento, a falta de humildade— humildade não, desculpa, a falta de humildade também, mas é a falta de umidade. Quando não tem água, então é uma secura muito grande. É uma palavra, como eu disse, que tem uma sensação mais informal.

Então, a gente fala muito o ressecamento da pele, mas informalmente pode falar a secura. Isso também pode ser usado de uma maneira abstrata, né? Quando uma pessoa é muito seca, né? Ela não fala muito, ela só fala o essencial, porque Ela é muito séria, a gente diz: nossa, que pessoa seca! E aí a pessoa, você diz assim: bom dia, tudo bem?

E a pessoa: tudo bem. E como vão as coisas? Bem. Você vai fazer muitas coisas hoje?

Não. O que você vai fazer? Coisas. Aí você diz: nossa, quanta secura! Por que você tá tão seco ou tão seca hoje?

Eu, hein! E a descamação é um outro problema que acontece na pele, que é quando pequenas camadas, pequenas partes da pele começam a se soltar. Fica como se fosse neve. A gente tem descamação na cabeça, que a gente chama de caspa. O nome que a gente chama no dia a dia é caspa.

Essa descamação do couro cabeludo, da pele da cabeça. Mas algumas pessoas têm descamação porque levam muito sol. Por exemplo, você vai para praia, né, aqui em Salvador então tem muita praia. Aí você vai para praia, toma muito sol, aí quando é no fim do dia a sua pele tá ali, ó, descamando, tá parecendo uma cobra perdendo as escamas. Então tá descamando ali.

E a descamação a gente também às vezes chama de descascar, né? Quando descama, descasca. São termos intercambiáveis, mas o mais correto é descamação.

Então, o narrador teve esse problema de ficar com a pele toda vermelha, depois muito seca, e depois ficar caindo pedacinhos da pele como se fosse neve. E aí ele procurou um dermato. E o dermato é a forma mais curta de falar de dermatologista. E é muito comum, tá? Anote isso: aqui no Brasil a gente não fala o nome completo da especialidade médica.

Então, se eu tô falando de um cardiologista, eu vou falar de um cardio. Ah, eu fui me consultar no cardio. Se eu estou falando de um nefrologista, eu vou lá no "nefro". Se eu estou falando de um dermatologista, eu vou lá no "dermato". Eu já ouvi também "derma", mas é menos comum.

É mais comum "dermato". Ah, mas e se for uma médica? Fica "dermato" também? Sim, a forma é sempre "dermato", "nefro", "gastro", Um gastroenterologista, por exemplo, a gente chama de um gastro. Então é só você saber o nome da especialidade médica e corta o logista, e fica dermato, nefro, cardio.

Então, o narrador foi lá para o dermatologista, e o dermatologista observou que o narrador tinha umas manchinhas no rosto e alguns sinais no braço. Além disso, o médico ainda perguntou se havia histórico de câncer de pele na família e disse que o narrador tinha a pele muito clara e tinha sardas, e por isso precisava cuidar para não se expor tanto ao sol. Temos aqui muitas boas palavras. A primeira delas é a mancha. A mancha mancha é uma área ou uma marca que tem uma cor diferente do, da parte ao redor.

Então, por exemplo, se qualquer cor diferente da cor ao redor, a gente vai dizer que é uma mancha, né? Às vezes nós temos umas manchas mais claras na pele, ou temos manchas mais escuras, ou quando nós ficamos mais velhos, às vezes nós ficamos com manchas de idade. Né, então essas manchas aparecem na pele. Mancha também pode ser aquela marca que fica na roupa, né? Você está comendo uma pizza e o molho de tomate cai na sua roupa.

Que tristeza, porque esse molho de tomate vai manchar a sua roupa, vai ficar uma mancha de molho de tomate.

E em casa que tem criança ou que já teve criança, é muito comum que as paredes às vezes estejam manchadas, né? Porque as crianças vão lá e chutam a parede, brincam de bola e tal, e fica manchado. A casa da minha mãe, por exemplo, tem algumas. Hoje não muito, né? Porque meu sobrinho já cresceu, mas quando meu sobrinho era menor, tipo tinha 15, 14 anos, ele chutava bolas na parede.

E aí a parede ficou manchada, né, com a marca da bola.

A mancha também pode ser algo abstrato, pode ser uma coisa negativa, como por exemplo uma mancha na reputação, né. Então se alguém, se esses políticos, por exemplo, é o exemplo mais simples, né, muitos políticos têm manchas na própria reputação. Coisas que eles fizeram que prejudicam, que deixam negativa a percepção que temos deles. A outra palavra que o médico usou falando com o narrador foi "sinal". E o sinal é diferente da mancha.

Geralmente o sinal é marrom ou preto na pele e é um pontinho geralmente. Mas pode ser um pouco maior. Eu lembro que tinha uma cantora aqui no Brasil que ainda está viva, a Angélica, e ela tinha um sinal na perna. Esse sinal dela nós também podemos chamar de uma pinta. Então ela tinha uma pinta na perna.

Eu mesmo tenho alguns sinais no meu rosto. Eu tenho um sinal do lado do meu olho direito que é um pontinho marrom, e tem um sinal nas minhas costas também. Inclusive, esse sinal das costas até incomoda de vez em quando, é um pequeno incômodo, porque se eu coçar as minhas costas, eu posso coçar em cima do sinal e arranhar. Aí fica doendo.

O outro termo que o médico usou foi a sarda. E a sarda é uma manchinha geralmente marrom clara que aparece principalmente em pessoas de pele muito clara, né, pessoas de pele clara e geralmente de cabelo também mais claro, né. Elas têm umas sardas no rosto. Eu tinha uma amiga que tinha sardas, ela tinha umas manchinhas muito clarinhas marrons, né, no rosto. E geralmente as sardas aparecem no rosto, mas também podem aparecer nos braços, nos ombros.

E uma pessoa que tem muita sarda, às vezes dizemos que é uma pessoa sardenta. Mas fique sabendo que dizer que alguém tem sarda é positivo, é neutro, não tem nenhum problema. Agora, dizer que uma pessoa é sardenta talvez seja um pouco negativa. Aí você me pergunta: "Por quê, Eli?" Aí eu te respondo: porque quando essas palavras terminam em ento, como sardento, tem uma emoção negativa de quem fala sobre isso. Então, eu digo que Salvador faz muito calor, né?

Aqui é uma cidade muito quentinha. Aí eu tô falando uma coisa boa. Mas se eu digo que é uma cidade muito calorenta, digo que ela faz calor demais, é excessivo. Então, que faz calor, calorento, é negativo. Uma pessoa que sente muito frio é uma pessoa friorenta, né?

Ela sente frio mais facilmente do que outras. E friorento sou eu. Aqui em Salvador, se fizer 24 graus, eu já tô: "Ai, que frio!" E os meus alunos da Sibéria sempre riem comigo, porque 24 graus não é nada, né? E o médico também disse para o narrador tomar cuidado, né? Ou melhor, o narrador disse para o— perdão, o médico disse para o narrador cuidar para não se expor demais.

E quando você diz para alguém, né, cuide para não fazer isso, ou cuide para fazer aquilo, isso significa que você Sugere que essa pessoa faça o que é necessário para que aquilo aconteça ou não. Aí você diz: "Nossa, que explicação complicada!" Eu digo: "É mesmo, muito complicada, mas é bem simples o uso." Eu vou te dar 3 exemplos. Olha: "Quando você estiver aqui no Brasil, cuide para ficar sempre nas ruas principais. É muito mais seguro." E se você precisar de ajuda, sempre vai encontrar ajuda. Por isso, cuide para ficar nas ruas principais.

Ou seja, garanta, faça o que for necessário para ficar nessas ruas principais. O segundo exemplo é um exemplo no trabalho. O João faz sempre o trabalho muito bem, mas recentemente ele tem estado um pouco distraído, né? Tá com a cabeça nas nuvens. E aí ele comete um erro, e é um erro grave, mas não é impossível de consertar.

Aí o chefe do João diz assim: "João, eu entendo que essa foi a primeira vez. Por favor, cuide para que isso não aconteça outra vez." Ou: "Cuide para isso não acontecer de novo." E o João vai dizer: "Claro!" "Vou cuidar para que isso não aconteça." Então, é sempre uma recomendação para que alguém faça alguma coisa ou não faça alguma coisa. Aí, eu disse que eu ia dar 3 exemplos, mas eu só dei 2. E aí, você vai me dar um conselho. O conselho que você vai me dar é: "Eli, cuide para não dizer que vai dar 3 exemplos quando você só tem 2." Cuide para não dar, ou melhor, cuide para não dizer que você tem 3 exemplos quando você só tem 2.

Tudo bem?

E aí o narrador disse: bom, comecei a cuidar da minha saúde, né, a minha saúde da pele. Eu fui no dermatologista, o dermatologista me deu algumas dicas, e a minha pele, ou melhor, a saúde da minha pele estava boa, mas a minha aparência não tava lá tão boa. Porque o narrador estava chegando na casa dos 40, ou seja, ele tinha ali 39 anos, né? Quando você está chegando na casa dos 30, você tem 29, 28 anos. Na casa dos 40, você tem 39, 38 anos.

Mas isso, observe, eu tô chegando na casa dos 40, mas eu já posso estar na casa dos 40, ou seja, eu já tenho 40 anos. Ou mais. Menos de 50, mais de 40. Então, eu estou na casa dos 30, chegando na casa dos 40, na verdade. Eu tenho 38 anos e boa parte dos meus amigos estão ali na casa dos 40, 50, 60, e alguns até na casa dos 70 também.

Eu tenho muitos amigos mais velhos que eu. E aí o narrador se deu conta, né, ele percebeu que ele tinha umas ruguinhas na testa e algumas linhas de expressão. Eu vou falar antes dessas duas palavras, ou melhor, desses dois termos, porque eles são importantes. A ruga é uma dobra, uma linha que se forma no rosto, especialmente com o tempo. O tempo passa, a nossa pele não fica mais tão firme, então ela começa a ficar com rugas, elas enrugam.

Geralmente a gente enruga por conta da idade. O tempo passa e a gente vai enrugando, ou a pele vai se enrugando. Mas também quando uma pessoa toma sol demais, né, fica muito tempo exposto, ou muito tempo exposta ao sol, ou quando ela fica mexendo demais o rosto, tem algumas rugas de preocupação. Né, elas aparecem aqui na testa, né, na nossa testa aparecem essas rugas de preocupação.

A minha avó, por exemplo, ela tinha muita ruga, isso porque ela se preocupava demais, né. Então quando ela chegou ali com 50 anos, tava com a cara toda enrugadinha, parecia uma velhinha, mas ela só tinha 50 anos. E eu ficava: vovó, pelo amor de Deus, por que que a senhora tá assim? Aí ela dizia: "É preocupação demais, meu filho!" Que ela falava assim, era tão engraçado, porque ela se preocupava demais, né? Então tinha muita ruguinha.

Essa é a ruga. E a linha de expressão é uma linha, uma marca que aparece no rosto em consequência de movimentos dos nossos músculos faciais. Quando a gente sorri demais, né, formam umas linhas aqui no rosto. Inclusive eu tenho, eu rio demais, então eu tenho algumas linhas no rosto que no Brasil nós chamamos de bigode chinês.

É um termo muito informal. Então são essas linhas de expressão aqui no rosto. Quando eu tô com o rosto descansado você nem percebe essas linhas, mas quando eu sorrio aí as linhas, ó, aparecem.

E por que eu falo dessas duas? Porque a próxima palavra tem a ver com isso, que são os pés de galinha, que o narrador disse que tem ao redor dos olhos. Então, os pés de galinha são essas linhas de expressão que aparecem ao redor dos olhos, especialmente quando a gente sorri ou quando você espreme os olhos, né? Você faz força para ver alguma coisa, então os pés de galinha aparecem. Eu sei que em outros países eles falam que são os pés de outras aves, né, pés de corvo, mas no Brasil é pé de galinha.

E o outro termo que o narrador utilizou foi o couro cabeludo. E o couro cabeludo é a pele da cabeça onde nasce o cabelo, né. Então Você pode coçar a sua cabeça agora e significa que você está tocando no seu couro cabeludo. E o couro cabeludo precisa de cuidados especiais, né? Precisa de shampoo, condicionador.

Às vezes o couro cabeludo está excessivamente oleoso, então tem que passar produtos. E o narrador percebeu isso. Ele tinha ruga, ele tinha linhas de expressão, Ele tinha pés de galinha e o couro cabeludo estava muito oleoso. Ele ficou mais preocupado porque a pele dele já não reluzia como antes. E reluzir é uma palavra bem chique, significa brilhar.

Quando o narrador falou que a pele dele não reluzia, ele tinha uma opinião positiva sobre a própria pele, né? Que ela brilhava, talvez, antes, como um brilho bonito, uma iluminação bonita. Mas agora já não reluzia tanto. Ah, e você deve estar perguntando: "Reluzir? Que palavra estranha!" Ela vem da palavra "luz".

A gente coloca o prefixo "re-", o sufixo "-ir", que é o prefixo de verbo, e formamos "reluzir". Um outro uso mais concreto disso É o seguinte: imagine só, você tá chegando em casa e tá tudo escuro, né? A casa tá toda escura. Você abre a porta e tem alguma coisa reluzindo no chão. Você fica pensando: o que é aquilo no chão?

E aí você chega perto, liga a lanterna do celular, né, a luz do celular, e percebe que aquilo que estava reluzindo era uma moeda de R$1. Era dinheiro que tava no chão. Então aquele dinheiro tava reluzindo. E nós temos um ditado, que é um ditado antigo, mas que ainda é usado, que é: "Nem tudo que reluz é ouro", que significa que nem tudo que tem brilho é uma coisa valiosa. Então, nem tudo que reluz é ouro.

Cuidado! Não se deixe enganar por essas coisas muito brilhantes. E o narrador então encontrou uma solução. Antes ele usava cosméticos baratinhos, ou seja, provavelmente eram cosméticos não apropriados para a pele dele. Mas agora ele comprou cosméticos hipoalergênicos, e esse é o termo que nós usamos para falar de produtos que não causam tantas reações alérgicas, né?

São produtos feitos com ingredientes especializados ou de uma qualidade diferente que não causam tantas reações alérgicas. Nós podemos ter cosméticos hipoalergênicos, acredito que alguns tipos de tecido hipoalergênico, né, umas roupas com tecido que não causa reação alérgica, mas geralmente a gente fala de cosméticos, né, então maquiagem, perfume, essas coisas hipoalergênicas. E o narrador disse que esses produtos são mais caros, mas não fica mais com aquela "vermelhidão", não fica mais com aquela pele vermelha demais. E aqui você viu dois termos, tá? Nós falamos de "urticária", que é aquela vermelhidão, ou seja, a pele fica vermelha, mas coça muito, e também incha, ela fica com um volume.

E a vermelhidão sozinha é só a cor vermelha, a pele fica vermelha às vezes por uma reação alérgica. E o narrador diz então: esses produtos não me deixam com vermelhidão e a minha pele fica com um aspecto saudável. Porque hoje a rotina dele de cuidados com a pele leva 30 minutos do começo ao fim. Mas ele não disse do começo ao fim, ele disse de cabo a rabo. Então, quando você lê um livro de cabo a rabo, você lê ele da primeira página até a última.

Quando você faz um projeto de cabo a rabo, você faz desde o comecinho até o finalzinho.

A rotina do narrador leva 30 minutos de cabo a rabo. É muito tempo para fazer os cuidados com a pele, pelo menos isso é o que o narrador pensa. Mas ele diz que vale a pena, porque quando as pessoas tentam adivinhar a idade dele, elas nunca dizem que ele tem a idade que ele tem, né? Diz assim: nossa, quantos anos você tem? A pessoa: 38.

Ah, mas você nem parece que tem 38, parece que tem 36. Não é um elogio muito bom, mas Tem gente que gosta. E o narrador diz: "Não sou lá muito vaidoso, mas confesso que fico orgulhoso quando ouço que pareço mais jovem." E uma pessoa vaidosa é uma pessoa que dá importância à própria aparência, né? Ela procura cuidar da própria imagem e, dependendo da situação, pode ser alguém que tem esse orgulho da própria aparência. E uma pequena discussão rápida: Algumas pessoas acham que o termo vaidoso ou vaidosa é um termo negativo.

Outras pessoas dizem que não, um pouquinho de vaidade não faz mal a ninguém. Aí minha pergunta para você: o que você acha? A pessoa tem que usar esses produtos? Ela tem que cuidar da pele? Ela tem que ter um pouquinho de vaidade?

Ou você acha que isso é futilidade, é uma coisa inútil? Me diga o que você acha nos comentários desse episódio. E nós vamos ouvir o monólogo mais uma vez, na mesma velocidade de antes, porque não estamos numa corrida. Vamos lá ouvir mais uma vez.

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