Surpresas

Sep 04, 2026

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Dois anos e meio depois chego finalmente à comunidade Tamera 😅. Escolho acreditar que sempre estamos no momento certo em todo o lugar. Exatamente para nos cruzarmos com quem temos de. Aproveito a deslocação para ver amigos que já não encontro há muito… e claro, sempre aberta às surpresas que a vida convida.

Quem diria que ia ao baile em Relíquias, que iria encontrar pessoas conhecidas, a Radmila, a Cristiana e a sua mãe 😅?

Que ficaria uma noite mais na comunidade para ver o nascer do sol e meditar no círculo sagrado das pedras? Mais pessoas para conhecer, mais uma visita à amiga vizinha da comunidade antes de seguir caminho.

Troquei as voltas e acabei por ir ver Julien primeiro a Odemira.. aquelas mudanças que fazemos sem saber bem porquê, mas que vimos a descobrir depois serem as corretas. Isto porque se tivesse mantido o plano inicial não iria cruzar-me com o amigo já que tinha viagem a Lisboa (que no fim acabou por não acontecer, haja a impermanência da vida 🤣).

Mas estar com ele fez-me descobrir um restaurante na zona, Casa Nirvana, ligada à comunidade de Mooji, mesmo a caminho da casa da minha outra amiga, Manela. Então, esta nova descoberta pôs-me em contacto com a comunidade do Mooji, que justo no dia seguinte abriria com dia aberto para visitas, depois do Agosto fechado.

Coincidências diriam alguns… eu chamo-lhe benções ☺️🙏 visita feita à amiga em Ourique, reencontrar rostos conhecidos e seguir até à comunidade depois da resposta rápida deles, da videochamada e o trajecto.

E o caminho que se faz é bonito. O GPS que nos mete às voltas por caminhos trocados para encontrar pessoas que nos ajudam. E sabes que encontraste o caminho correto quando páras na passadeira para que o Mooji passe no seu caminho na aldeia onde a sua comunidade está instalada 😅

Senti-me muito bem recebida, com direito a visita guiada aos templos, a participar na meditação do final da manhã. A almoçar com eles e a dar-me tempo para contemplar. Afinal aquele é um ashram, um monastério que convida à contemplação. E sente-se. Todo o lugar convida ao silêncio e contemplação. E eu? Senti-me em casa.

As bênçãos do caminho. Não esperava nada, e a vida brindou-me com tanta abundância.

E agora sigo a caminho de Lisboa, Ericeira. Ganhei um give away para um festival lá, Água, Terra Gathering. Algo súbito e inesperado, mas seguimos inspiradas a receber as bênçãos. A dançar a vida, os abraços, a generosidade.

Há dias falava da necessidade dos abraços onde me posso deixar cair e que me segurem. Este relaxar no colo da mãe e da proteção do masculino. Reconhecer que me falta ou melhor que preciso. E agora digo, a mãe e o pai escutaram-me e estão a estender-me abundância, colo para me receber aí, em mim e com o outro.

Sinto-me em estado de graça e agradeço a generosidade.

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