
Hoje foi dia de jardim. De respirar este ar de natureza ao som de passarinhos e dos grunhidos dos pavões que curiosos se aproximam numa distância segura observam e seguem o seu caminho. Crianças que pedalam nas suas bicicletas mini, o tilintar dos balouços ao longe, e os passantes que seguem em ambos os sentidos. E ela, aproveitava para fazer o balanço de 2025. Fez uma pausa em outubro para ganhar fôlego e aproveitava para contemplar o sítio onde estava.
Sentir o arrefecer da brisa, o sol que já começava a esconder-se o dia a ficar pouco e pouco mais escuro. As luzes do jardim já se acendiam, e mais 30 minutos e a luz dará lugar ao bréu da noite.
As transições vão-se fazendo ao espaço gradual até que chega um momento que se acelera e em poucos minutos, pufff o cenário muda. Assim acontece todos os dias no ciclo dos dias e também nas nossas vidas, já que tudo está dentro de tudo, e nem sempre estou quieta o suficiente para reparar e contemplar.
Mais um dia que está prestes a terminar para logo se reiniciar de um novo lugar, com novas propostas.
E ainda que me sente no mesmo banco do jardim e que passem novamente as mesmas pessoas de ainda à pouco, já ninguém está no mesmo sítio.
Respiro. Agradeço por poder estar aqui, observar, apreciar. E comigo, no silêncio e na solitude poder dar espaço às palavras que querem bailar e descrever as transições.
As que ocorrem fora e dentro também. Dar-me conta como a energia anímica também desce, com o frio começa a pedir aconchego e ninho. Como o corpo está alinhado com o que se passa fora. Levo a natureza dentro e quando me alinho, respondo em ritmo semelhante.
E a palavra simplicidade recorda-me de olhar e reconhecer o que vejo com o que se passa internamente.
